1 de agosto de 2014

Convulsões


Convulsões


Várias condições podem provocar convulsões no seu animal sendo por isso necessário obter uma boa história clínica e um bom exame clínico. Nas convulsões, ao contrário de outras doenças, pode ocorrer um período de actividade normal entre as convulsões.

Existem dois tipos de convulsões: generalizada e parcial.

  • As convulsões generalizadas também são conhecidas por tónicas/clónicas ou grand mal. Este tipo de convulsões são descritas como perdas de controlo de todo o corpo, em que o animal cai para o chão, estica as pernas e a cabeça inclina-se para trás; sendo depois seguido por tremores das pernas, cerramento da boca, e perda do controlo urinário e de defecação. Estes sinais representam a parte mais violenta das convulsões e é conhecida por ictus. Durante o ictus pode ser administrada medicação prescrita pelo médico veterinário. O ictus pode ser precedido por um período de comportamento anormal, onde o animal aparece desorientado, tonto ou procura a atenção do dono sem razão aparente. Este período é conhecido por aura. Após as convulsões alguns animais podem aparecer confusos, desorientados ou até com cegueira.
  • As convulsões parciais começam por afectar só uma parte do corpo mas frequentemente acaba por se generalizar, afectando o corpo todo. Este tipo de convulsões é raro em medicina veterinária.

O que causa as convulsões?

Existem várias causas prováveis para dar origem a uma convulsão. A causa mais comum é a epilepsia, cuja causa é desconhecida, mas só pode ser diagnosticada após exclusão de outras causas, através da realização de determinadas análises. As outras causas incluem: tóxicos, doenças infecciosas, tumores, doenças metabólicas (hepáticas, cardíacas, hipocalcémia, hipoglicémia, etc.) e trauma.

As convulsões podem ser tratadas?

O tratamento das convulsões envolve um grupo de drogas conhecido por anticonvulsivos. É importante compreender que o tratamento não é direccionado para a causa subjacente mas para controlar os sintomas. A medicação pode não livrar o animal das convulsões para sempre, mas diminui a frequência e a severidade das mesmas. Não existe um tratamento que seja efectivo para todos os animais, sendo portanto uma tarefa do médico veterinário encontrar uma dose e/ou uma combinação de drogas que melhore se adaptem ao seu animal.

Após o começo do tratamento, o seu animal poderá aparecer sonolento ou prostrado durante a primeira/segunda semana (s) de tratamento, sendo um efeito secundário comum quando se começa um novo tratamento (contacte o médico veterinário se a sedação lhe parecer excessiva). Outros sinais que deve ter em atenção serão: vómitos, excesso de consumo de água, ou excesso de produção de urina. Em algumas ocasiões e no caso dos tratamentos prolongados, estas drogas podem ser tóxicas para as células do fígado, devendo ser monitorizado periodicamente através de análises sanguíneas.

Siga as instruções do médico veterinário, sendo muito importante que a medicação seja administrada correctamente, podendo ocorrer convulsões caso hajam falhas na medicação. É aconselhada uma avaliação regular cada 6/12 meses.

Que devo fazer se o meu cão tem uma convulsão?

Para administração S.O.S. em casa durante uma convulsão poderá administrar via rectal o Stesolid®, conforme prescrito pelo médico veterinário. Durante a maior parte do tempo o seu cão não deverá ser importunado durante a convulsão; deverá movê-lo para um local macio e/ou um espaço aberto. A maior parte das convulsões duram menos de um minuto; deverá habituar-se a cronometrar a duração das convulsões e a calendarizar o aparecimento das convulsões: quando aconteceu, aonde aconteceu, característica das convulsões.

Quando devo contactar o médico veterinário?

Se as convulsões aumentarem em frequência ou duração de tempo, ou se o seu animal tem convulsões múltiplas (sem interrupção), com duração superior a 2-5 minutos, deverá contactar o médico veterinário.

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