4 de setembro de 2014

Tosse do canil


TOSSE DO CANIL
Não é uma doença específica, mas sim um grupo de sinais clínicos que podem ser causados por um ou vários agentes infecciosos (Bactérias e vírus).
Tal como o nome indica o principal sinal clínico é a tosse.
Ocorre principalmente em cães que recentemente tiveram em canis ou em aglomerações de cães de
diversas origens (exposições, centros de treino, hotéis para cães).
A maior parte dos cães que padecem tosse do canil podem ser contagiados nos seus passeios habituais de dia a dia em jardins públicos quando contactam com um animal infectado.
O contágio dá-se pela inalação do agente seguida da sua multiplicação nas células do aparelho respiratório (vias aéreas superiores).
Os sinais clínicos surgem 4 a 5 dias após o contágio. A cura, mesmo em casos mais graves, pode demorar duas a três semanas e em muitos animais a infecção é inaparente.

Sinais Clínicos:



O principal sintoma é uma tosse seca e irritante, embora também possa ser húmida e produtiva.
A tosse agrava-se quando há excitação ou exercício. Em animais mais afectados, após um acesso de tosse, pode haver tentativa ou mesmo vómito.
Espirros podem surgir em estadios iniciais assim como descarga nasal mucosa.
São animais que continuam activos, brincam e com apetite. Em casos crónicos, sem terapia adequada, o animal pode desenvolver pneumonia com febre e perda de apetite.

Tratamento:

Alguns casos resolvem-se espontâneamente sem tratamento, mas geralmente o animal tem que fazer terapêutica para prevenir o aparecimento de pneumonias.
Deve ser consultado.
Evitar exercício e excitação uma vez que vão agravar a tosse.

Controlo:

O maneio é importante. Canis pequenos e com má ventilação favorecem a disseminação da doença.
Quando há um surto de tosse do canil deve-se fazer uma desinfecção do canil e um vazio sanitário de uma a duas semanas, antes de adquirir novos animais.
Existem vacinas que podem ser aplicadas, mas cuja imunidade é de curta duração.

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